7 de maio de 2014

Sugestão de leitura, 5 dicas - "Estimule sua criatividade"



Lispecto, Clarice - O mistério do coelho pensante

"Esta história só serve para criança que simpatiza com coelho", comenta Clarice Lispector logo nas primeiras linhas, como se fosse possível alguém não gostar desses pequenos roedores de cenoura. Ainda mais se ele for o Joãozinho, um coelhinho de pêlo branquinho muito especial que, com seu estilo caladão, surpreendeu a todos quando "cheirou" uma incrível idéia "tão boa quanto cenoura fresquinha".
Como todo coelho, Joãozinho franzia o nariz muito depressa quando estava cheirando, ou melhor, pensando em algo importante. Num desses dias em que a barriga estava roncando uma idéia lhe surgiu à cabeça: fugir da casinhola de grade de ferro sempre que esquecessem a sua comida. 
Na verdade, a fuga também seria uma boa oportunidade para Joãozinho saber como era a vida do lado de fora. Tinha muita vontade de curtir a natureza e fazer novas amizades. Enfim, dar umas coelhadas por aí. Foi então que ele franziu o nariz mais depressa para pensar. Franziu e franziu milhares de vezes até descobrir finalmente uma maneira de escapar. 

A estratégia deu tão certo que Joãozinho nunca mais ficou sem cenouras. Só que esse coelhinho tomou gosto pela liberdade e, mesmo com comida em abundância em sua gaiola, farejava um jeito de escapar, deixando a garotada da vizinhança encasquetada, tentando descobrir como podia um coelho tão gordinho de tanto comer cenouras sair através de grades tão apertadas? Aí está um grande "mistério"... que, na opinião da autora, "só acaba quando a criança descobre outros mistérios". 



Clement, Catherine - A Viagem de Théo

Um adolescente que sofre de uma doença grave e uma mulher que esbanja vitalidade vão aos centros sagrados das religiões mais praticadas no mundo e descobrem os fundamentos históricos e espirituais de cada uma delas.


Silva, Ana Beatriz Barbosa - Bullying - Mentes Perigosas na Escola

Da mesma autora de Mentes Perigosas e Mentes Inquietas. Todos os dias a vida de milhares de crianças e jovens brasileiros é afetada por um fenômeno cada vez mais comum: o bullying. De origem inglesa, a palavra bullying corresponde a um conjunto de atitudes de violência física e/ou psicológica que ocorrem nas instituições de ensino. É um tipo de agressão intencional, que ridiculariza, humilha e intimida suas vítimas. Algumas crianças, por serem diferentes de seus colegas - altos ou baixos demais, gordinhos ou muito magros, tímidos, nerds, mais frágeis ou muito sensíveis -, sofrem intimidações constantes. Discriminados em sala de aula, as vítimas de bullying, na maioria das vezes, sofrem caladas frente ao comportamento de seus ofensores. E as consequências podem ser desastrosas: desde repetência e evasão escolar até o isolamento, depressão e, em casos extremos, suicídio e homicídio.


MARQUES, Isabel A. - Dançando na escola

O reconhecimento da Arte como área de conhecimento a ser trabalhada nas escolas foi legalmente introduzido pela LDB 9394/96; em 1997 esse processo foi coroado em âmbito nacional com a inclusão da dança nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs). Mas, basta ter dança nas escolas? Um repertório bem ensaiado de alguma dança popular, festivais com danças da mídia, ou ainda uma coreografia para festa de fim-de-ano, cumprem o papel artístico e educativo da dança na escola? Ou a dança na escola tem como compromisso social ampliar a visão e as vivências corporais do aluno em sociedade a ponto de torná-lo um sujeito criador-pensante de posse de uma linguagem artística transformadora? A entrada da dança na legalidade trouxe consigo outros desafios, entre eles o da busca de consistência e qualidade para seu ensino nas salas de aula. Dado o primeiro passo, o da introdução legal, é preciso hoje ir além e discutir o tratamento que se dá à inclusão da dança nas escolas. Ou seja, é necessário nesse momento pensarmos cuidadosamente em abordagens que permitam problematizar, articular, criticar e transformar as relações entre a dança, o ensino e a sociedade.


PALMER, Joy - 50 Grandes Educadores Modernos - De Piaget a Paulo Freire

Como a estrutura socioeconômica condiciona a educação? Qual é o papel do professor em tempos atuais? Como organizar e planejar a atividade pedagógica de forma prática e racional? De Susan Isaacs a Martin Heidegger, Jean Piaget a Simone Weil, Schwab a Elliot Eisner, passando por Vygotsky e Foucault, 50 grandes educadores modernos: de Piaget a Paulo Freire abrange a influência, a importância e o caráter inovador do pensamento dos mais importantes educadores modernos, trazendo à tona questões intrínsecas à educação contemporânea. Elaborada de forma didática, a obra analisa criticamente as idéias dos personagens e revela as controvérsias e polêmicas atreladas a cada um deles. Além disso, destaca-se o perfil de Paulo Freire – um dos maiores pedagogos do século XX, cujas idéias revolucionaram o pensamento pedagógico universal. Este livro é leitura obrigatória para educadores e estudiosos da pedagogia.